Aula de Negócios em Cosméticos com Celso Martins – Diretor Técnico da Grandha

Você quer saber como os donos de uma empresa de sucesso pensam? Quais os ideias que fizeram com que eles tivessem mais sucesso com negócios em cosméticos?

Recentemente eu entrevistei o Celso Martins Junior, Diretor Técnico e Estrategista de Marketing da Grandha. Um grande amigo meu que eu admiro como pessoa e como profissional.

Foi uma verdadeira Aula de Negócios em Cosméticos. O vídeo completo está no meu canal do Youtube e no finalzinho o Fundador da Grandha, Celso Martins, aparece para passar ainda mais conhecimento verdadeiro para vocês.

Fabio Sacheto: Quais os planos para a Grandha, que vem se mostrando uma empresa cada vez mais consolidada?

Celso Martins Junior: O que a gente faz aqui é entender o mercado lá fora, sem deixar de olhar para dentro o tempo inteiro. Sem deixar de olhar para as nossas pessoas e sem abandonar a nossa própria cultura de trabalho.

Mantendo o nosso olhar para isso a gente chama de mercado cosmético profissional. Que é um mercado que atende o público profissional de saúde, beleza e bem estar. Mas que direciona produtos para que o cliente possa levar essa dinâmica para casa e dar continuidade no tratamento.

E sinceramente, mesmo em um cenário de tanta dificuldade mundial, é fundamental que você olhe para a empresa, para todo seu contexto, e crie um campo de força capaz de resistir a tanto pessimismo.

O otimismo nos obriga enxergar as coisas boas que naturalmente compõem o projeto, mas o realismo nos lembra a todo momento de que nós precisamos trabalhar para que essas coisas boas possam acontecer.

FS: Você usou uma expressão que muito marcou: “forjar novos profissionais”. Conta um pouco sobre isso.

CMJ: Isso é um lema que acompanha um dos nossos projetos de educação, que é o Papa Beauty. Quando a gente usa este verbo “forjar”, a gente se refere a aquela prática antiga de malhar o ferro. Fazer ele se conformar em um novo formato, uma nova proposta que a gente entende que é ideal para os dias de hoje.

Estamos cheios de profissionais de beleza no Brasil que precisam reaprender algumas coisas importantes e rever conceitos.

Eu sempre gosto de lembrar que o profissional brasileiro seguramente está entre os melhores do mundo. A questão é: os nossos profissionais tem se renovado?

A forma como esse novo profissional constrói essa capacidade de olhar para tudo isso e praticar sua própria resiliência diz muito sobre qual será o futuro dele.

FS: Eu conversei hoje com umas 60 pessoas e todas elas são defensoras incondicionais da Grandha. A que você atribui essa fidelidade? Como vocês conseguem ter distribuidores tão envolvidos e comprometidos?

CMJ: Eu acho que a primeira grande coisa que a gente põe na mesa aqui, Fabio, é a forma com a qual a empresa constrói a sua trajetória.

Hoje quando a gente credencia um novo distribuidor, é uma coisa que a gente deixa muito claro dentro do projeto da Grandha, que isso não é só um projeto de plataforma cosmética de negócio mas sim um projeto de vida.

Se você for conversar com essa galera que está aqui, você vai ver que tem muitas familias, muitos casais. Estar só não é algo que contempla o nosso jeito de pensar.

A gente precisa desse calor para fazer a ideia dar certo.

Quando você estabelece uma proposta de negócio, dentro da dinâmica do cosmético profissional, e você fundamenta isso dentro de um caráter técnico muito consistente [funciona].

Essas pessoas que vem praticando a cultura do negócio com a gente, acabam nos ajudando a evidenciar o propósito da marca.

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FS: O final do evento foi muito emocionante. Ver as fotos da Grandha de 20 anos atrás e os projetos que vocês ajudam.

CMJ: Se você me permite, eu queria contar que esse é o terceiro ano desse projeto e todo mundo que está aqui nesse evento é que compõe a empresa.

*A Grandha produz o Shampoo do Bem. Um produto sem fins lucrativos que pode ser comprado pelos distribuidores da marca para doação. Todo o lucro adquirido com as vendas são revertidos à Associação Músicos do Futuro.

Todo mundo compra aquela ideia, todo mundo compra a caixinha de shampoo e esse dinheiro

Ano passado faltou shampoo. Nós fizemos mil unidades e acabou em duas, três horas.

Essa é a nossa forma de retribuir vários tipos de ajuda que nós tivemos ao longo da nossa jornada.

FS: Isso é um exemplo para todo mundo. Vocês concretamente fazem esse tipo de de apoio. Eu vejo as pessoas querendo chegar com muita ansiedade. Às vezes tem clareza de objetivos mas não cumpre jornada.

E o que eu percebi assim hoje é que vocês tinham clareza da jornada.

CMJ: Eu acho que a gente teve muito mais dificuldade do que facilidades. Mas empreender, em qualquer lugar do planeta, é desenvolver a capacidade de lidar com as dificuldades.

E aí entra a inteligência emocional, a gestão das emoções e da própria consciência. Dar um passo de cada vez de forma sólida.

As empresas se preocupam muito em conquistar mercado. Para você construir mercado você precisa conquistar pessoas. O mercado é constituído por pessoas.

O nosso setor tá passando por transformações incríveis.

O país vai começar a melhorar, os indicadores econômicos já estão indicando isso.

A questão é: qual é a sua habilidade empresarial de se aproveitar, de uma forma sustentável, deste momento e crescer na velocidade certa?

FS: O que você tem a dizer sobre as tendências? Quais lançamentos vocês estão planejando?

CMJ: A gente acredita muito que o futuro é das saúdes integrativas.

Os espaços de beleza, todos esses que nós temos hoje no Brasil, vão começar a passar por um processo de transformação física. Esse processo vai mudar a forma como o profissional de beleza se integra e se relaciona com o mercado.

Esse cara vai ter que ter uma concepção de beleza muito ampliada e contextualizada dentro de saúde bem-estar.

Quando você fala de verão, você não fala só de cabelo, mas também de pele, de praia, de impactos do sol, de proteção, de hidratação.

Os produtos de cabelo vão começar a conversar com esse contexto de microbiota e microbioma. Vão combater efeitos micro inflamatórios causados pelo stress e pelas questões que envolvem a epigenética.

Só shampoo e só condicionador não serve mais.

FS: Você comentou sobre a legislação mudar, como seria isso?

CMJ: A legislação de alisantes vai mudar. Com isso nós teremos algumas das maiores mudanças que a gente já viu.

FS: você poderia antecipar alguma coisa

CMJ: Eu acho que algumas coisas já vem se evidenciando. A Anvisa surpreendeu muita gente nos últimos meses com vistorias in loco, tem produtos que já não aceitam mais registros como antes.

Eu ultrapasso essa questão do que pode e do que não pode. Eu tenho uma outra pergunta para fazer que tá além disso: Como ficam as empresas que passaram os últimos anos dizendo que isso [alisantes como formol] é bom?

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